Happy International Women's Day!
Sorry for the non Brazilians, but this post comes in portuguese. It was sent by Flavia Moraes, the CSR Director for Philips in Latin America and one of the fantastic women I had the opportunity to meet.
If you are one of them, congratulations for your day!
"Quisera eu nunca precisar parabenizar as mulheres por este dia, pois é uma data que simboliza o desequilíbrio entre as relações sociais dos últimos oito mil anos.
Ou seja, representa por um lado, o cerceamento dos direitos e da liberdade das mulheres e, por outro, a ousadia delas na busca destes direitos.
Estamos refletindo no 8 de março, a necessidade da Eqüidade, não um novo desequilíbrio, agora do feminino.
Só acabaremos com a violência cometida no espaço privado, a violência doméstica, sofrida predominantemente pelas mulheres e crianças, se acabarmos com todas as outras formas de violência. Um mundo onde o mais forte domina o mais fraco, em qualquer situação, é um mundo sem a participação do feminino.
Respeito às diferenças, à soberania dos povos e ao planeta passa necessariamente pela inclusão do feminino em todas as relações. Muitas mulheres, com coragem, leveza e determinação, estão tirando da inviabilidade o feminino, estão imprimindo um novo rumo na história.
Você certamente está entre elas. Parabéns!"
Maria Helena Guarezi - Coordenadora do programa de gênero da Itaipu Binacional
Labels: Gender




1 Comments:
O texto abaixo foi publicado em ZH pela Martha. Espero que goste!
Bjs
Martha Medeiros
07/03/2007
Aquele dia, de novo
Passei quatro semanas longe da coluna e me dou conta de que volto justamente na véspera do Dia Internacional da Mulher. Antes de continuar, agradeço os diversos convites que recebi para participar de eventos, mas li a maioria dos e-mails na volta das férias e não tive como responder a tempo e muito menos aceitá-los, mas obrigada a todos pela gentileza.
Bom, como ia dizendo, amanhã é o DIA. Aquele repetitivo 8 de março que não vejo razão para ser tão aclamado, primeiro porque acho que, em geral, as mulheres estão muito bem, e melhor ficarão se não continuarem sendo estigmatizadas como vítimas. E as que não estão bem vivem problemas que homens também vivem: o sofrimento, a violência e a humilhação não são privilégios nossos.
Dia da Mulher, Dia da Árvore, Dia do Índio, para que servem? Ocupar ainda mais nossas agendas com debates que dão a sensação de estarmos fazendo alguma coisa de útil, quando na verdade o que precisamos é de menos blablablá e mais ação. Uma mulher muda sua situação quando decide mudar de atitude. Não precisa de data especial nem de nenhuma espécie de paternalismo. Precisa de informação e de cultura. Todos os dias.
Ok, alguém dirá que o Dia da Mulher também promove informação e cultura. Reconheço que a intenção é boa: resgatar a auto-estima daquelas que ainda se sentem incapazes de participar ativamente da sociedade, além de chamar a atenção para assuntos como violência sexual, falta de equiparação de salários etc. Enquanto escrevo, penso: estou errada, deveria estar aclamando o Dia da Mulher e propondo que existisse um por semana. Mas persisto no erro porque, intimamente, me sinto diminuída por merecer um dia anual para reivindicações e homenagens, e porque acho simplesmente chata toda esta conversa.
Não estou amparada em estatística alguma, mas, por observação, me parece que há mais mendigos que mendigas, mais meninos de rua que meninas, maior o número de guris que matam e o número de guris que morrem. Há homens perdendo a vida em guerras estúpidas e uma infinidade de infelizes no amor. Tem muito homem desorientado, desempregado, sem instrução, precisando de um norte. Conquistar melhores condições de vida deve ser um projeto coletivo, e não sexista. Estamos todos no mesmo barco faz muito tempo. E, até onde sei, as mulheres nunca remaram tanto.-----------------------------
martha.medeiros@zerohora.com.br
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